domingo, 4 de janeiro de 2015







Apóllōn


Como devo te cantar, tu que por tudo que és mereces o louvor?
— Homero, Hino a Apolo.[11]


Eis que,
É finita! É finita!
Encontrei.
Ele,  glorioso Sol.
Luz que caminha na verdade.
Filho de Zeus
Venerado.
O mais citado da Ilíada.
Apontou-me o pecado e
Preencheu-me de purificação.
Tornou-me Musa.
Consagrou-me
Iniciou-me no Oráculo de Delfos.
Temido por outros deuses.
Ninguém conseguia contê-lo.
Conhecido como morte súbita.
Curou-me da solidão.
Protegeu-me contra as forças malignas.
Lindo, perfeito e harmônico!
O Lobo que
Incitou-me à loucura.
Devolveu-me o
Equilíbrio e a Razão.
Em mistério revelou-se...
Sobreviveu intempéries do Tempo.
Amado e Odiado.
Profanou minha mente com ardor.
Rei Leão sagrado.
Dono dos meus pensamentos.
Despertou a consciência.

Fenômeno da natureza.
Fez-me em regozijar, reconstruir meus templos...
Tornou-me o próprio Oráculo.
Completou-me com beijos.
Apollon! Apollon! Apollon!
Eis-me aqui – Sou fruto do teu Amor.
Lembro-te tal ar que respiro.
Deus dos deuses.
Orbe sagrado, ungido por Zeus.
Uno. Reverbere em cânticos.
Meu Amor tu já tens...
Hórus Sagrado Deserto.

 Conhece a ti mesmo.
Nada em excesso.
— Inscrições no templo de Apolo em Delfos.


L/ROM

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